Um relatório recente do Centro de Religião e Cultura Cívica da Universidade do Sul da Califórnia identificou a frase “Nós nos salvamos” como a tendência religiosa dominante em 2025. Esse pensamento reflete uma crença crescente de que a solução para nossos problemas está dentro de nós mesmos, uma ideia que já vinha ganhando força com a noção de que “o autocuidado é a nova religião“, tendência destacada em 2024.

salvacao-683x1024 Cuidado com a Maior Tendência Religiosa Atual

Essa mentalidade, muitas vezes promovida pela indústria de autoajuda, preenche um vazio espiritual, mas oferece uma visão distorcida de salvação que pode infiltrar-se sorrateiramente no pensamento cristão. O apóstolo Paulo já nos alertava em Colossenses 2:8 para não sermos levados cativos por filosofias humanas que não estão de acordo com Cristo.

A teologia cristã tradicional entende a salvação em três estágios: justificação (passado), santificação (presente) e glorificação (futuro). Curiosamente, a cultura da autoajuda tenta imitar cada uma dessas etapas, mas substituindo a graça de Deus pelo poder do “eu”.

1. A “Justificação” da Autoajuda: “Você é o Suficiente”

Mensagens como “Você é o suficiente” ou “Você é digno” buscam oferecer um tipo de justificação sem Cristo. Um exemplo emblemático é a palestra da pesquisadora Brené Brown, vista por dezenas de milhões, que propõe que acreditar que “somos suficientes” é a cura para a vergonha.

Embora a mensagem seja cativante, ela é um falso evangelho. A Bíblia é clara: nós não somos suficientes. A boa-nova da justificação bíblica é que Cristo é suficiente por nós. Ele, e não a nossa autoafirmação, é o verdadeiro antídoto para a vergonha, através de sua obra completa na cruz.

2. A “Santificação” da Autoajuda: O Domínio dos Hábitos

A busca por ser uma pessoa melhor é o motor de bilhões da indústria da autoajuda. Aqui, o foco costuma estar na formação de hábitos como segredo para o autocontrole. Para o cristão, o perigo é buscar atalhos e “hacks de vida” em vez de confiar no processo, às vezes lento, da santificação pelo Espírito Santo.

Métodos de autoajuda podem produzir mudanças comportamentais superficiais, mas são incapazes de gerar a transformação profunda do coração que só o Espírito de Deus pode operar (Tito 3:5). A santificação, por definição, é obra de Deus em nós, não um esforço nosso para alcançar Deus.

3. A “Glorificação” da Autoajuda: A Busca pelo Corpo e Vida Perfeitos

Uma nova leva de livros promete uma espécie de glorificação terrena, focada na perfeição física e na longevidade. Títulos como Como Não Morrer sugerem que podemos escapar da decadência e da morte através da nossa própria disciplina alimentar.

Cuidar do corpo é uma mordomia fiel, mas só Jesus Cristo tem o poder de reverter a maldição do pecado e da morte. A glorificação bíblica é a esperança futura de que seremos plenamente conformados à imagem de Cristo, livres dos estragos do pecado. Até lá, nosso foco não deve estar em aperfeiçoar o que é perecível, mas em buscar “a coroa da justiça” que é imperecível (2 Timóteo 4:8).

Conclusão: A Salvação Verdadeira é Maior que a Autoajuda

Em uma cultura que eleva o “eu” a deus, somos chamados a examinar nossas vidas. Nossa esperança está transcedendo as promessas de autoajuda ou estamos agindo como a geração do “nós nos salvamos”? Somos embaixadores de Cristo ou evangelistas das últimas tendências em produtividade e bem-estar?

Podemos aprender com descobertas úteis em diversas áreas, pois toda verdade é verdade de Deus. No entanto, nossa missão primordial é testar tudo pela Escritura e, acima de tudo, proclamar com fidelidade o verdadeiro e único evangelho: “Ele nos salva!”.

Salmos 23

Fonte e Créditos: Este texto foi adaptado e reestruturado a partir do artigo “Don’t Be Duped by This Year’s Biggest Religious Trend“, escrito por Missy Speir e publicado no site The Gospel Coalition em 13 de dezembro de 2025. A autora é escritora e professora de estudos bíblicos.

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