A Frase Mais Mal Compreendida de Jesus
Uma das declarações mais enigmáticas de Jesus tem ecoado através dos séculos, provocando reflexões e, infelizmente, muitas interpretações equivocadas. Quando Jesus disse: “Se estes se calarem, as próprias pedras clamarão” (Lucas 19:40), ele estava falando de um poder tão fundamental, tão cósmico, que a própria criação inanimada se levantaria para testemunhar.

Mas o que isso tem a ver com os mortos que viram pedra? E o que significa dizer que as pedras poderiam “ressuscitar” para clamar?
Neste artigo profundo, vamos entrelaçar o ensinamento de Jesus com a sabedoria dos mestres que já exploramos — Tesla, Thoth, Neville Goddard — para revelar o significado oculto por trás destas palavras e como elas se conectam com o poder da fé, da palavra e da própria ressurreição.
Parte I: O Contexto Original – A Entrada Triunfal
Para compreender a profundidade da frase, precisamos primeiro entender o momento em que foi proferida.
O Cenário
Jesus estava realizando sua entrada triunfal em Jerusalém, montado em um jumentinho, cumprindo a profecia de Zacarias. A multidão de discípulos, tomada de alegria, começou a clamar:
“Bendito é o Rei que vem em nome do Senhor! Paz no céu e glória nas maiores alturas!” (Lucas 19:38)
Eles estavam aplicando a Jesus palavras messiânicas dos Salmos, declarando-o como o Filho de Davi, o Messias esperado .
A Reação dos Fariseus
Os fariseus, incomodados com aquela manifestação popular, pediram a Jesus:
Eles viam aquilo como blasfêmia. Para eles, um simples carpinteiro de Nazaré não poderia receber tais honras.
A Resposta de Jesus
Foi então que Jesus proferiu sua famosa resposta:
“Eu lhes digo que, se eles se calarem, as próprias pedras clamarão.” (Lucas 19:40)
À primeira vista, parece uma hipérbole, uma forma poética de dizer que o louvor a Deus é inevitável. Mas será que é só isso?
Parte II: O Que os Estudiosos Dizem – As Interpretações Tradicionais
1. A Interpretação Literal e Poética
A maioria dos comentaristas bíblicos entende que Jesus estava usando uma expressão proverbial. O significado seria: “É mais provável que o impossível aconteça do que o Rei dos reis entre em Sua capital sem honra” .
Esta interpretação se apoia em passagens poéticas do Antigo Testamento, onde elementos da natureza são personificados louvando a Deus:
“Os montes e as colinas romperão em cânticos diante de vocês, e todas as árvores do campo baterão palmas.” (Isaías 55:12)
O Salmo 114 diz que as montanhas saltaram como cordeiros. Toda a criação foi feita para a glória de Deus .
2. A Conexão com Habacuque
Alguns estudiosos sugerem que Jesus tinha em mente as palavras do profeta Habacuque:
“Porque a pedra clamarás da parede, e a trave lhe responderás do madeiramento.” (Habacuque 2:11)
Neste contexto, as pedras testemunhavam contra a injustiça. Jesus estaria, então, dizendo que se os discípulos se calassem, as próprias pedras testemunhariam contra a dureza de coração dos fariseus.
3. O Cumprimento Profético
Após a resposta de Jesus, o evangelista Lucas registra algo impressionante: Jesus chora sobre Jerusalém e profetiza sua destruição:
“Virão dias em que os seus inimigos construirão trincheiras contra você, a rodearão e a cercarão por todos os lados. Também a lançarão por terra, você e os seus filhos. Não deixarão pedra sobre pedra, porque você não reconheceu o tempo em que Deus a visitou.” (Lucas 19:43-44)
Aqui encontramos uma conexão poderosa: as pedras que clamariam e as pedras que seriam derrubadas. Alguns veem nisso um duplo significado – as pedras clamaram quando o templo foi destruído em 70 d.C., não ficando “pedra sobre pedra” .
Parte III: A Interpretação Profunda – O Simbolismo das Pedras
Agora, mergulhando além da interpretação tradicional, vamos explorar o que as “pedras” realmente representam no contexto da criação e da ressurreição.
O Simbolismo das Pedras nas Escrituras
As pedras aparecem em momentos cruciais da Bíblia com significados profundos:
| Referência | Contexto | Significado Simbólico |
|---|---|---|
| Gênesis 28 | Jacó usa uma pedra como travesseiro e tem visão de Deus | A pedra como portal entre céu e terra |
| Êxodo 20 | As tábuas da lei são escritas em pedra | A pedra como suporte da palavra divina |
| 1 Samuel 17 | Davi mata Golias com uma pedra | A pedra como instrumento de vitória |
| João 11 | Jesus manda remover a pedra do túmulo de Lázaro | A pedra como obstáculo à ressurreição |
| Mateus 28 | A pedra é rolada do túmulo de Jesus | A pedra testemunha da ressurreição |
As Pedras e os Mortos
Aqui chegamos ao cerne da sua pergunta: os mortos que viram pedra. Em várias tradições, a pedra simboliza o estado de dureza, de inconsciência, de morte aparente. Quando alguém está em profundo sofrimento, dizemos que seu coração está “petrificado”. Quando alguém morre, colocamos uma pedra sobre seu túmulo.
Mas Jesus veio para reverter exatamente isso.
O Clamor de Lázaro
O episódio mais revelador é a ressurreição de Lázaro. Jesus ordena:
“Tirai a pedra!” (João 11:39)
Marta, irmã do morto, protesta: “Senhor, já cheira mal, porque já é de quatro dias”. Mas Jesus insiste. A pedra é removida. E então Ele clama em alta voz:
“Lázaro, vem para fora!”
E o morto saiu. As pedras clamaram? De certa forma, sim. A remoção da pedra permitiu que a voz de Jesus chegasse até os ouvidos do morto. A pedra foi instrumento do clamor que ressuscita.
Parte IV: A Conexão com os Ensinamentos dos Mestres
Agora, vamos amarrar tudo com os 4 poderes e os mestres que estudamos anteriormente.
1. A Visão de Tesla: A Vibração que Move Montanhas
Se tudo é energia, frequência e vibração, como ensinou Tesla, então as pedras não são tão “mortas” quanto parecem. Elas vibram em uma frequência baixa, densa, mas ainda assim vibram. Quando Jesus disse que as pedras clamariam, ele estava afirmando que a vibração do louvor, da verdade, da divindade, é tão poderosa que até a matéria inerte seria compelida a ressoar nessa frequência.
A ressurreição é, em termos teslianos, uma mudança vibracional. O corpo morto, vibrando em baixíssima frequência, é elevado a uma frequência de vida. A pedra que selava o túmulo é removida não apenas fisicamente, mas energeticamente.
2. A Visão de Thoth: O Princípio da Correspondência
O Princípio da Correspondência hermético diz: “O que está em cima é como o que está embaixo”. As pedras lá fora correspondem às pedras dentro de nós – nossos corações endurecidos, nossas crenças petrificadas, nossos sentimentos mortos.
Quando Jesus diz que as pedras clamarão, ele está dizendo que a criação externa testemunhará contra nossa dureza interna. Se nosso coração não clamar, as pedras do caminho clamarão. Se nossa alma não vibrar, a matéria vibrará em nosso lugar.
3. A Visão de Neville: A Imaginação que Ressuscita
Neville Goddard ensinava que a imaginação é Deus em ação. Quando Jesus imaginou Lázaro vivo, Lázaro viveu. Quando Jesus imaginou a pedra clamando, a pedra clamou – não literalmente com boca, mas testemunhando, sendo movida, sendo derrubada, sendo transformada.
A ressurreição acontece primeiro na imaginação, no mundo invisível, e depois se manifesta no mundo visível. As pedras que clamam são a manifestação visível de uma realidade invisível: a glória de Deus não pode ser contida.
4. A Conexão com Spurgeon: A Primavera da Ressurreição
O grande pregador C.H. Spurgeon, em seu sermão sobre a ressurreição, faz uma conexão linda com as estações:
“A primavera lê para nós um mais excelente discurso sobre a grande Doutrina da Revelação… temos visto as flores enterradas surgindo do relvado, e elas nos falaram com doces vozes: ‘Vocês, também, devem ressurgir novamente, vocês, também, serão enterrados na terra como sementes que se perdem no inverno, mas vocês deverão elevar-se novamente, e viverão, e florescerão na primavera eterna’.”
As pedras que clamam são como as sementes que rompem o solo na primavera – a criação testemunhando o poder da vida sobre a morte.
Spurgeon também observa que a ressurreição do corpo é uma doutrina peculiar ao Cristianismo. Enquanto outras religiões ensinam a imortalidade da alma, é o Evangelho que traz à luz a imortalidade do corpo . E as pedras, que testemunhamos serem removidas de túmulos, são as primeiras a anunciar essa verdade.
Parte V: O Significado Profundo – O Que Jesus Realmente Ensinou
Agora, sintetizando tudo, podemos chegar a uma compreensão mais profunda da frase de Jesus.
1. A Inevitabilidade da Verdade
A primeira camada é a mais óbvia: a verdade de quem Jesus é não pode ser suprimida. Se os homens se calarem, a própria criação falará. Isso nos ensina sobre a natureza inescapável da revelação divina. Deus se revela, quer queiramos quer não, através de sua criação.
O apóstolo Paulo escreveu:
“Porque os atributos invisíveis de Deus, assim o seu eterno poder como também a sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas criadas.” (Romanos 1:20)
As pedras clamam através de sua própria existência. Elas testemunham do Criador.
2. A Dureza do Coração Humano
A segunda camada é uma crítica velada aos fariseus. Eles eram mais duros espiritualmente do que as pedras do caminho. As pedras reconheceriam a Jesus, mas eles, com toda sua religiosidade, o rejeitavam .
Isso nos leva a uma reflexão poderosa: quantas vezes somos mais duros que as pedras? Quantas vezes a criação inanimada testemunha a glória de Deus com mais fidelidade que nossos corações petrificados?
3. A Ressurreição dos Mortos
A terceira camada, mais profunda, é a conexão com a ressurreição. As pedras que clamam são as mesmas pedras que selam os túmulos. Quando Jesus ressuscitou, a pedra foi rolada. Quando Lázaro ressuscitou, a pedra foi removida.
Há um clamor silencioso em cada pedra de túmulo removida: “Ele não está aqui; ressuscitou!” (Mateus 28:6).
4. A Interpretação Metafísica: As Pedras como Nossas Dores
Uma interpretação menos conhecida, mas profundamente significativa, é a que enxerga as pedras como símbolos da dor, da dificuldade, do sofrimento .
Nesta visão, quando Jesus diz que “as pedras clamarão”, ele está ensinando que os próprios sofrimentos que vivemos falarão por si mesmos. Não será preciso que ninguém nos diga o que fazer, porque a dor nos obrigará a mudar de rumo, a fazer outras escolhas, a nos arrepender, a nos tornarmos mais humildes .
Esta interpretação se alinha perfeitamente com a famosa frase de Carl Jung:
“Aqueles que não aprendem nada sobre os fatos desagradáveis de suas vidas, forçam a consciência cósmica a reproduzi-los tantas vezes quanto seja necessário, para aprender o que ensina o drama do que aconteceu. O que negas te submete. O que aceitas te transforma.”
As pedras (dores) falam quando não aprendemos pelo amor. Elas nos forçam a parar e refletir sobre nossa vida, nossos caminhos, nossas escolhas .
5. O Clamor Silencioso da Criação
Finalmente, há um aspecto místico: toda a criação geme e clama por redenção. Paulo escreve:
“Porque a criação aguarda ansiosamente a revelação dos filhos de Deus… na esperança de que a própria criação será redimida do cativeiro da corrupção, para a liberdade da glória dos filhos de Deus.” (Romanos 8:19-21)
As pedras clamam porque aguardam nossa redenção. Elas testemunham nossa queda e anseiam por nossa elevação.
Parte VI: Aplicação Prática – Como Ouvir o Clamor das Pedras
Como podemos, hoje, aplicar este ensinamento profundo?
1. Ouça a Criação
A primeira aplicação é simples: preste atenção à natureza. As montanhas, as pedras, os rios, as árvores – todos falam de Deus. Como disse Spurgeon, Deus prega em atos e ações; a criação e a providência são sermões contínuos fluindo da boca de Deus .
Quando você se sentir sozinho, ouça o clamor das pedras. Elas testemunham que você não está abandonado.
2. Examine a Dureza do Seu Coração
A segunda aplicação é um autoexame: onde está seu coração mais duro que uma pedra? Onde você resiste à verdade? Onde você se recusa a perdoar? Onde você insiste em manter suas crenças limitantes?
Lembre-se: se você não clamar, as pedras clamarão. Não deixe que a criação inanimada testemunhe contra você.
3. Veja a Dor como Mestra
A terceira aplicação é talvez a mais desafiadora: quando a dor vier, não a desperdice. As pedras do sofrimento estão clamando para lhe ensinar algo. Em vez de se rebelar contra elas, pergunte: “O que esta pedra está me dizendo? Que lição preciso aprender?”
Como ensina a sabedoria antiga, aprenda pelo amor, não pela dor. Mas se a dor vier, que ela não seja em vão.
4. Remova as Pedras dos Túmulos
A quarta aplicação é prática: identifique as “pedras” que estão selando os túmulos em sua vida – relacionamentos mortos, sonhos enterrados, talentos sepultados – e remova-as. Jesus ordenou: “Tirai a pedra!” E Ele continua ordenando hoje.
5. Clame com Fé
Finalmente, aprenda a clamar com a fé que move montanhas (e pedras). Jesus disse:
“Se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a este monte: Passa daqui para acolá, e ele passará. Nada vos será impossível.” (Mateus 17:20)
Se sua fé for genuína, você não precisará que as pedras clamem por você. Você clamará. E seu clamor removerá montanhas.
Parte VII: A Síntese Final – O Clamor que Ressuscita
Unindo tudo que exploramos:
- O contexto histórico: Jesus entra em Jerusalém, é aclamado, os fariseus pedem que ele cale os discípulos, e ele responde que as pedras clamariam.
- O simbolismo bíblico: As pedras representam testemunho, dureza, morte, mas também fundamento e altar.
- A conexão com a ressurreição: As pedras dos túmulos são removidas quando a vida vence a morte.
- A visão dos mestres: Tesla vê vibração, Thoth vê correspondência, Neville vê imaginação, todos apontando para a mesma verdade – a criação responde ao Criador.
- A interpretação metafísica: As pedras são nossas dores, clamando para nos ensinar.
- A aplicação prática: Ouça, examine, aprenda, remova, clame.
A Grande Revelação
A frase de Jesus, “se estes se calarem, as próprias pedras clamarão”, é uma declaração profunda sobre a natureza da realidade:
- A verdade é inevitável – Ela sempre encontrará uma voz.
- A criação testemunha – Tudo o que existe aponta para o Criador.
- A vida vence a morte – Até as pedras dos túmulos são removidas.
- A dor ensina – Quando não aprendemos pelo amor, aprendemos pela dor.
- O clamor é poderoso – Nossa voz, quando alinhada com a fé, move montanhas.
A Conexão com os 4 Poderes
Lembrando os 4 poderes revelados:
- Vibração (Tesla/Thoth): As pedras vibram, e sua vibração pode ser elevada ao clamor.
- Pensamento (Thoth): Nosso pensamento molda a realidade, inclusive como interpretamos o clamor das pedras.
- Sentimento (Goddard): O sentimento do desejo realizado remove pedras.
- Fé e Palavra (Jesus): Nossa palavra, com fé, ordena que as pedras se calem ou clamem, que os túmulos se abram ou se fechem.
Conclusão: O Clamor que Vem de Dentro
No final, a maior lição é esta: não deixe que as pedras clamem por você. Não permita que a criação inanimada testemunhe a glória de Deus enquanto seu coração permanece mudo. Não espere que a dor o force a aprender o que o amor poderia ter ensinado.
Clame você mesmo. Clame com sua vida. Clame com suas escolhas. Clame com sua fé. Clame com sua palavra. E quando você clamar, as pedras ao seu redor – as dificuldades, os obstáculos, os túmulos – serão removidas.
Pois Aquele que fez as pedras clamarem também faz os mortos ressuscitarem. E Ele está dizendo a você hoje:
“Tirai a pedra… Lázaro, vem para fora!”
O que está morto em você pode viver. O que está enterrado pode ressurgir. O que está calado pode clamar.
E quando você clamar, as pedras testemunharão: “Eis que faço novas todas as coisas” (Apocalipse 21:5).
Que assim seja. E assim é.
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