“Sede sóbrios; vigiai; porque o diabo, vosso adversário, anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar” (1 Pedro 5:8)

Vivemos tempos estranhos no meio evangélico. Por um lado, há igrejas que enxergam demônios em cada esquina, atribuindo ao diabo até mesmo uma dor de barriga ou um atraso no ônibus. Por outro lado, há um contingente crescente de crentes que age como se o inimigo tivesse tirado férias permanentes, como se a cruz tivesse anulado por completo qualquer atuação maligna neste mundo.

necessidadedeumavivamento-683x1024 O Diabo e Seus Demônios Ainda Continuam Atuando: A Urgente Necessidade de um Avivamento na Igreja

A verdade bíblica, no entanto, está no equilíbrio. Sim, Cristo venceu definitivamente o diabo no Calvário. A cabeça da serpente foi esmagada. Mas enquanto este século não se encerra, o dragão ainda move a cauda e causa estragos. Negar a atuação dos demônios hoje não é espiritualidade avançada; é ingenuidade perigosa. E é justamente essa ingenuidade que tem tornado a igreja vulnerável e apática, gerando a necessidade desesperadora de um avivamento.

A Atuação Silenciosa (Nem Tão Silenciosa) do Reino das Trevas

O erro de muitos crentes modernos é achar que, porque não veem possessões escabrosas como as narradas nos evangelhos, o diabo “perdeu a graça” e resolveu se aposentar. Ledo engano. O diabo e seus demônios continuam atuando, e com uma inteligência estratégica que se aperfeiçoou ao longo dos milênios.

Eles não perderam tempo tentando convencer o mundo de que não existem; isso seria contraproducente. Em vez disso, eles investiram pesado em um projeto mais sutil: fazer a igreja esquecer que eles existem.

Paulo nos alerta em Efésios 6.12 que a nossa luta não é contra carne nem sangue, mas contra principados, potestades, dominadores deste mundo tenebroso. Se o apóstolo, já no primeiro século, precisava lembrar os crentes disso, imagine hoje?

O inimigo atua hoje de formas tão “sutis” que muitos confundem sua ação com vontade própria ou com “fase da vida”:

  • Vícios disfarçados de “liberdade”: O que era possessão demoníaca explícita em Gadara, hoje se veste de dependência química, pornografia e compulsões que escravizam milhões de “crentes” que vivem uma vida dupla.
  • Mentiras travestidas de “opinião”: Jesus disse que o diabo é o pai da mentira. Quando o povo de Deus abraça fake news, distorce a verdade e vive de enganos, está dando exatamente o que o inimigo quer.
  • Divisões e contendas: O diabo é especialista em semear o joio. Uma igreja dividida por fofocas, rivalidades e politicagem é uma igreja que perdeu a unção e abriu a porteira para o inimigo agir à vontade.
  • Esfriamento espiritual: A maior obra do diabo na igreja moderna não é fazer crentes blasfemarem, mas torná-los mornos. Indiferentes. Crentes que vão aos cultos por obrigação, que oram por formalidade e que não sentem mais a presença de Deus.

O Mundo Percebe, mas a Igreja Dorme

É assustadoramente irônico que o mundo secular, através de filmes, séries e livros, esteja obcecado por demônios, exorcismos e batalhas espirituais, enquanto grande parte da igreja age como se isso fosse “coisa do passado”.

Enquanto a igreja dorme, o mal avança. Enquanto crentes discutem teorias e se entretêm com futilidades, lares são destruídos, jovens são arrastados para as trevas do ocultismo disfarçado de entretenimento (new age, esoterismo, horóscopo) e uma geração cresce sem qualquer temor de Deus.

O diabo não está preocupado com uma igreja que faz barulho, mas que não tem poder. Ele não teme uma igreja que enche templos, mas que esvazia os céus de oração. Ele ri de uma igreja que tem os melhores shows e as piores vidas.

A Necessidade Urgente de um Avivamento Genuíno

Diante desse cenário, a palavra de ordem precisa voltar a ser: Avivamento!

Mas não estamos falando de avivamento como sinônimo de “carnaval gospel” ou “noite de poder” com manifestações duvidosas. Avivamento bíblico é:

1. Volta à Santidade

O avivamento verdadeiro começa quando a igreja se volta para Deus e abandona o pecado. É o que Pedro pregou: “Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, para que sejam cancelados os vossos pecados” (Atos 3.19). Uma igreja que brinca com o pecado é uma igreja que não tem autoridade sobre o diabo.

2. Restauração da Oração

O diabo não é expulso com entretenimento, mas com jejum e oração (Mateus 17.21). A igreja precisa voltar ao closet, ao lugar secreto. Precisa reabrir a central de comunicação com o céu. O joelho que não se dobra em casa, não se levanta com autoridade na igreja.

3. Retorno à Palavra

O único instrumento ofensivo que o Espírito nos dá é a espada do Espírito, que é a Palavra de Deus. Jesus venceu a tentação no deserto com a Bíblia. Um povo que não conhece a Palavra é um povo que será enganado e derrotado.

4. Redescobrimento do Poder do Espírito

Não dá para enfrentar o inferno com sabedoria humana ou com técnicas de marketing. É necessário poder. Poder para curar, para libertar, para transformar vidas. O avivamento traz de volta os sinais e maravilhas, não como espetáculo, mas como confirmação de que Deus está no meio do seu povo.

Conclusão: O Fogo Ainda Pode Cair

Sim, o diabo e seus demônios continuam atuando. Eles não tiraram férias. Eles estão organizados, estratégicos e determinados a enganar o máximo de pessoas possível, inclusive os eleitos, se possível fosse.

Mas a boa notícia é que o nosso Deus é maior! O que está na igreja é maior do que o que está no mundo. A vitória de Cristo é inquestionável. No entanto, essa vitória precisa ser apropriada pela fé e vivida em santidade.

A igreja não pode mais ser um clube de entretenimento religioso. Ela precisa voltar a ser um exército. Precisamos de um avivamento que nos tire do sono, que nos faça enxergar a realidade espiritual, que nos revista de poder e nos coloque de pé, em posição de combate.

Ou a igreja desperta, ou continuará assistindo, inerte, enquanto o inimigo destrói aquilo que Cristo veio salvar.

“Desperta, ó tu que dormes, e levanta-te dentre os mortos, e Cristo te iluminará” (Efésios 5.14).

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